Publicação 23/10/2015 11:00, Atualização 19/05/2026 14:14
"Anayde Beiriz” continua na praia do Cabo Branco, em frente à Fundação Casa de José Américo, precisamente na calçadinha à beira-mar e nas faixas de pedestres, “em cara e versos”.
Verdade! Pode conferir!
Tudo isso é fruto da arte, que tem a capacidade de “imortalizar” ideias e pessoas.
Ao fazer o registro fotográfico encontrei uma das autoras e conversei com ela - Marina Teixeira (foto). Marina, que é professora como as duas demais artistas, fez questão de destacar que Akene Shionara e Débora Visini também assinam a arte.
A técnica chama-se “stencil”, relacionada à intervenção urbana. Elas integram um “coletivo de mulheres” com o objetivo de discutir sobre o feminismo e a cultura machista. Assim, vêm pesquisando sobre várias mulheres, a exemplo da vida de Anayde, para atiçar a curiosidade das pessoas sobre elas, por meio da arte como “intervenção”.
Além da caricatura na calçadinha, as artistas foram além, estenderam a criatividade e fizeram o “stencil” de um poema de Anayde nas faixas de pedestres adjacentes.
Quem perdeu a festa majestosa do lançamento do livro “Anayde Beiriz – A Panthera de Olhos Dormentes” (Marcus Aranha – in memoriam), ontem à noite, na Fundação Casa de José Américo, que superlotou o auditório, basta dar uma passadinha nas calçadas em frente à FCJA e conferir as obras das professoras.
E assim Anayde Beiriz continua viva no caleidoscópio da arte, principalmente em prosa, versos e aquarelas.
Fátima Farias - texto e fotos