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PERFIS

Publicação 25/03/2025 10:09, Atualização 19/05/2026 16:37

  . Adylla Rabello – Integrava a Academia Paraibana de Letras (APL) - foi a segunda mulher a se tornar imortal. A escritora tinha como referência a obra de José Américo de Almeida.  Nasceu em 5 de dezembro de 1934 e morreu aos 80 anos, em 20 de julho de 2015. Formada em Licenciatura Plena em Letras pela Universidade Federal da Paraíba, com habilitação em Português e Francês (1982).Tinha especialização em Língua e Literatura Francesa, concluindo em 1983. Concluiu mestrado em Letras-Literatura Brasileira (1989)., sendo aprovada com distinção e louvor. A professora foi guia e intérprete da Língua Francesa no Museu da FCJA, onde também foi diretora do Museu (1985-1986); diretora de Programação Cultural (1986-2001); ministrante do Curso de Literatura Paraibana do Projeto Salas de Leitura e Interpretação de Textos (1987-1988). Também foi pesquisadora no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFPB e chefe de gabinete da Presidência do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).

. Agnaldo Almeida – Teve uma trajetória que marcou época no jornalismo paraibano, definindo novos padrões para as gerações seguintes. Conhecido pela qualidade de seu texto e a sensibilidade com que abordava as análises políticas, o jornalista morreu aos 73 anos, em 25 de fevereiro de 2024, na capital paraibana. Natural de Campina Grande, atuou em diversos veículos de comunicação da Paraíba. Foi em João Pessoa que se destacou nas funções de repórter, editor e comentarista político. Também exerceu o cargo de secretário da Comunicação do Estado, na gestão de Ronaldo Cunha Lima, na década de 1990; presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API); e no Sindicato dos Jornalistas da Paraíba. Iniciou a carreira na década de 1970, ocupando todas as funções da profissão em todas as mídias dos veículos de comunicação (impresso, rádio, tevê e Internet). Foi secretário de Comunicação Social do Governo do Estado e contribuiu como presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API) e no Sindicato dos Jornalistas. Inovador e dono de um texto primoroso, liderou a redação do jornal A União durante anos, contribuindo para a sua modernização. Passou pelos jornais O Norte, Correio da Paraíba e o Estado de São Paulo, além das revistas A Semana e A Carta.

. Ana Isabel de Souza Leão Andrade – Nascida no Engenho Canoa Rachada, no município de Água Preta, em Pernambuco, é bacharel em Biblioteconomia e pós-graduada em Arquivologia. Especialista em restauração de documentos e encadernação de livros, atuou como diretora do Departamento de  Documentação e Arquivo da FCJA durante 23 anos. Participou do processo de construção do prédio do Arquivo dos Governadores, no governo Tarcísio Burity, inaugurado em 1991. Ela também foi diretora da Divisão de Documentação e Arquivo da Fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco. Ainda foi diretora da Coordenação e Documentação e Arquivo (Codar), órgão que criou e implantou no governo do Estado da Paraíba (1987-1991); professora convidada da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), na disciplina de Conservação de Documentos do Curso de Especialização e Organização em Arquivos (1995-1997); diretora do Arquivo Geral Municipal de Cabedelo, criado em 2007; e coordenadora da Comissão de Avaliação de Documentos de Cabedelo. Ocupou a Diretoria da Divisão do Memorial Parlamentar (2007-2012), na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). É  membro da União  Brasileira dos Escritores na Paraíba, Academia de Letras e Artes do Nordeste (Alane), Academia Cabedelense de Ciências Artes e Letras (ACCAL) e da Academia Cabedelense Estudantil Infanto-juvenil de Artes e Letras (AECIJAL). Tem cerca de 30 livros lançados.

. Anayde Beiriz – Nasceu na Parahyba do Norte (atualmente João Pessoa), em 18 de fevereiro de 1905, e morreu em Recife, no dia 22 de outubro de 1930. Professora e poetisa, tem seu nome ligado à história da Paraíba devido à tragédia em que foi envolvida, juntamente com o advogado e jornalista João Duarte Dantas, com quem mantinha um relacionamento amoroso. Tendo se destacado durante seus estudos, formou-se na Escola Normal em maio de 1922 aos 17 anos. Passou a lecionar, alfabetizando os pescadores da então Vila de Cabedelo. Jovem e bela, foi a vencedora de um concurso de beleza promovido pelo Correio da Manhã, em 1925. Para a mentalidade conservadora da sociedade à época, ela não era uma mulher bem vista por causa das ideias progressistas que alimentava: como poetisa, participava ativamente do movimento intelectual, envolvida em acontecimentos artísticos e frequentando saraus literários. Como cidadã, defendia a participação das mulheres na política, em uma época em que sequer podiam votar; ousava em sua aparência, vestindo roupas decotadas e apresentando um corte de cabelo à la garçonne. Revolucionária, não se prendia a convenções no que dizia respeito a relacionamentos amorosos.

. Antônia Ribeiro de MendonçaToinha do Labirinto – Natural de Ingá (3 de janeiro de 1932), mestra no labirinto, um tipo de bordado em renda que passou de geração em geração, sobretudo no Cariri e Sertão paraibanos, a artesã é um dos mais fortes símbolos do artesanato paraibano. O labirinto é uma das mais difíceis e demoradas tipologias do artesanato, mas ela dominou a técnica ainda aos 12 anos de idade. Mesmo tendo estudado até o antigo ginasial, tornou-se professora do Sítio Chã dos Pereira, onde viveu a vida toda. Teve sete filhos e morreu em João Pessoa, aos 87 anos, a 13 de fevereiro de 2019. Criou a Associação das Artesãs Rurais de Chã dos Pereira, ganhou o título de mestra da Lei Canhoto da Paraíba, sendo reconhecida pela Curadoria do Artesanato Paraibano como uma das maiores expressões do artesanato da Paraíba.

. Antônio Barreto Neto – Nasceu no dia 4 de abril de 1938 e morreu em março de 2000, aos 62 anos. Considerado um dos grandes jornalistas da Paraíba, apontado como o melhor crítico de cinema na imprensa do Estado. Fez crítica de cinema a partir do início da década de 1960, num momento em que os jornais, não só os da Paraíba, investiam nesse tipo de atividade. O espaço já havia sido ocupado por Linduarte Noronha e Vladimir Carvalho, que logo se notabilizaram realizando filmes. Com estilo, possuía um texto impecável e domínio da simplicidade sem comprometimento do conteúdo. Querido por todos nas redações por onde passou, gostava de contar histórias quase sempre engraçadas e não tinha o hábito de exibir conhecimentos, um traço da ausência de vaidade.

. Antônio Genésio de Sousa – Nascido em 1º de abril de 1925, na cidade de Conceição, Alto Sertão da Paraíba, o jornalista, depois de fazer o curso primário em sua terra natal, logo cedo seguiu para estudar em Campina Grande, onde terminou o curso secundário. Concluiu o curso de Direito na Unipê, em João Pessoa. Começou a vida profissional como vendedor de seguros da SulAmérica, mas logo revelou sua tendência para o teatro e para as letras. Na década de 1950 já atuava como ator nos primeiros programas da Rádio Borborema de Campina Grande. Foi radioator, novelista, poeta, diretor de Teatro e de televisão, jornalista e diretor dos Diários Associados da Paraíba. Participou do programa humorístico ‘A Escolinha do Nicolau’, escrito por Eraldo César. Na década de 1960 passou a escrever no jornal O Norte. Na diretoria desse impresso foi um dos responsáveis pela implantação do mais moderno sistema de impressão off-set. Além de articulista dos jornais O Norte e Diário da Borborema, exerceu cargos de editor, colunista político, editorialista, chefe de Redação, diretor comercial e gerente da Rádio FM O Norte. Foi assessor de imprensa do Tribunal de Contas do estado da Paraíba (TCE-PB). Também foi um dos fundadores da TV Borborema em Campina Grande. Morreu em 15 de junho de 2003.

. Biliu de Campina – Compositor e cantor, o artista nasceu (1º de março de 1949) e morreu (8 de julho de 2024), aos 75 anos, na cidade de Campina Grande. Formou-se em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), mas trocou a advocacia pela música em 1978, quando iniciou a carreira artística, resgatando o forró de raiz. Foi um forrozeiro sendo um referencial e um patrimônio cultural da sua cidade e da Paraíba. Se auto denominava o “Maior Carrego de Campina Grande”. Lançou três discos independentes: ‘Tributo a Jackson e Rosil’, ‘Forró o ano inteiro’ e ‘Matéria paga’; e dois CDs independentes: ‘Do jeito que o diabo gosta’ e ‘Forrobodologia’. Em 2002, lança ‘Diga sim a Biliu de Campina’, trocadilho da campanha nacional de combate à pirataria (Diga não à Pirataria). Seu forró teve a essência dos forrós tradicionais, com um suingue característico dos discípulos de Jackson e uma irreverência no duplo sentido das letras que mostra bem toda a malícia e o bom humor nordestino.

. Biu Ramos – Jornalista e escritor, era bacharel em Direito e também foi procurador do estado. Atuou em vários jornais e rádios, mas começou como repórter em 1954 no Correio da Paraíba (exerceu as funções de repórter, secretário de redação, colunista, chefe de reportagem e editor-geral), onde encerrou a carreira como consagrado colunista político. Autor de onze livros, entre os quais ‘Os Crimes Que Abalaram a Paraíba’ (Volumes I e II). Nasceu na Usina São João, várzea de Santa Rita, município da Região Metropolitana de João Pessoa, onde os pais eram canavieiros. No jornal O Norte, estreou a polêmica coluna ‘Linha Direta’. Foi o primeiro correspondente do Jornal do Brasil na Paraíba (de 1965 a 1975), serviço que depois também prestou para a Folha de São Paulo e para as revistas Realidade e Veja. Foi o primeiro diretor da sucursal do Diário de Pernambuco na capital paraibana, além de diretor-geral da Rádio Tabajara e diretor-superintendente do jornal A União. Foi secretário estadual de Cultura, Esportes e Turismo. Morreu no dia 29 de julho de 2018, em João Pessoa.

. Carlos Aranha – Considerado uma das maiores referências intelectuais do estado da Paraíba nas últimas décadas, foi jornalista, escritor, músico, cantor, compositor, poeta, teatrólogo, produtor artístico, ator, cineasta... um verdadeiro multiartista. Nasceu no dia 18 de março de 1946, em João Pessoa, e foi membro da Academia Paraibana de Letras (APL). Presidiu a Associação Paraibana de Imprensa (API). Foi editor de cultura dos jornais O Momento, O Norte, Correio da Paraíba e A União, neste último trabalhando também como editor-geral e do suplemento Correio das Artes. Atuou como ator e diretor e teve seu talento reconhecido entre 1967 e 1968 ao ganhar prêmios. Como cineasta, dirigiu o curta-metragem de ficção chamado ‘Libertação’ e ainda no ano de 1968 fundou o Grupo de Teatro Bigorna, em parceria com Fernando Teixeira e Jurandir Moura. Assumiu uma posição de vanguarda na música paraibana como um dos fundadores da Tropicália e ao lançar um mix com a música ‘Sociedade dos Poetas Putos’.

. Carlos Roberto de Oliveira – Publicitário e jornalista morreu aos 74 anos, no dia 30 de outubro de 2016. Foi editor, empresário, secretário de Estado da Comunicação no primeiro governo de Tarcísio Burity e presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur). Importante empreendedor nas áreas de comunicação, marketing e cultura literária, teve também uma história ativa na área editorial.  Também foi criador da programação das ondas tropicais da Rádio Tabajara. Era natural da cidade de João Pessoa.

. Chico Pereira – Artista plástico e escritor, nasceu em Campina Grande, em 22 de dezembro de 1944. Professor aposentado do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), participou da equipe responsável pela implantação do Museu de Arte Assis Chateaubriand, em Campina Grande. Membro da Academia Paraibana de Letras (APL), foi subsecretário de Cultura do Estado da Paraíba e integrou a Diretoria do Fórum Nacional de Secretários de Cultura do Brasil. Realizou exposições individuais e participou de eventos nacionais e internacionais, entre os quais as I e II Bienal Nacional de Artes Plásticas (Salvador, 1968 e 1970), a XVI Bienal Internacional de São Paulo (1981) e a XIII Bienal Internacional de Valparaíso, no Chile. Começou a participar de movimentos culturais a partir da década de 1960. Foi fundador do Núcleo de Arte Contemporânea da UFPB e entre seus livros destaca-se ‘Paraíba: Memória Cultural’, de 2011.

. Coronel Zé Pereira – Nasceu em Vila de Princesa (hoje Princesa Isabel), em 4 de dezembro de 1884, e morreu em Recife, em 13 de novembro de 1949. Foi um chefe político da cidade de Princesa Isabel, no sertão paraibano, entre 1905 e 1930, tendo sido deputado estadual da Paraíba por quatro mandatos consecutivos, entre 1916 e 1930. Considerado uma das figuras mais representativas do “mandonismo” da República Velha, foi um dos mais influentes donos de terra do Nordeste, possuindo forte interlocução com figuras políticas em nível estadual e federal. Inicialmente aliado ao grupo político de Epitácio Pessoa e de seu sobrinho João Pessoa, rompe a aliança em fevereiro de 1930, depois de vários desentendimentos com o governo do estado. O rompimento deu origem ao conflito conhecido como a Revolta ou Guerra de Princesa, quando foi unilateralmente proclamada a independência do Território de Princesa.

. Creusa Pires – Paraibana de João Pessoa, a empreendedora foi casada por 55 anos com o empresário Adrião Pires Bezerra. Começou a trabalhar aos 13 anos como vendedora e depois auxiliar de escritório, formando-se no curso técnico de Contabilidade pela Academia Paraibana do Comércio. Nos anos de 1970, o casal inaugurou a Gran Pires Loja de Departamentos, a primeira do segmento na capital paraibana. Em 1992, ela se elegeu vereadora em João Pessoa e participava ativamente de movimentos sociais e trabalhos em favor dos idosos. Também atuou na área teatral, escrevendo e apresentando peças, a exemplo de ‘A verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho e sua vovozinha muito pirada’, ‘Pastoril dramatizado da 3º idade’ e as danças ‘Ciranda, Luar do Sertão’, e ‘Ararunas’. Ele também chegou a apresentar um programa na Rádio Tabajara, o ‘Melhor idade no ar’. Foi atuante em vários campos: o cultural, o econômico, o social e o político, com trabalho reconhecido em favor da melhor idade. Foi fundadora do Clube da Melhor Idade e do Bloco Carnavalesco da Melhor Idade. Também foi diretora da Associação Comercial da Paraíba, da Câmara dos Dirigentes Lojistas e da Federação do Comércio. Morreu aos 81 anos.

. Cristovam Tadeu – Natural de Cajazeiras, nasceu em 6 de maio de 1962. Considerado um dos melhores humoristas paraibanos, jornalista fez história também como ator, diretor de teatro e cartunista, com passagem em diversos veículos da imprensa, destacadamente no extinto jornal O Norte. Em 1982, no Teatro Santa Roza, na capital paraibana, iniciou a trajetória humorística com o show ‘Pra Morrer de Rir’. Foi diretor artístico e de programação da Rádio Tabajara e integrou o grupo oficial do Santa Roza. Aos 23 anos, dirigiu sua primeira peça, ‘Bailei na Curva’. Era especialista em imitar personagens da política, da cultura e até mesmo dos meios religiosos. Produziu e escreveu 15 shows solo de humor, duas peças de teatro e também trabalhou com rádio e cinema, com atuação em dezenas de comerciais de televisão pelas capitais do Nordeste. Morreu aos 54 anos, em João Pessoa, em 8 de abril de 2017.

. Dalvanira “Dadá” Gadelha – Fundadora e diretora artística do Grupo Folclórico da Paraíba, nasceu em Campina Grande, a 27 de julho de 1928, e morreu em 5 de outubro de 2023, em João Pessoa. Professora, integrou por 15 anos o quadro de docente permanente do Departamento de Arte e Comunicação no Curso de Educação Artística da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com larga experiência na área da cultura popular (danças e folguedos). Realizou pesquisas folclóricas nos pastoris, nau catarineta, cavalo marinho, coco de roda, cirandas e cantigas de roda nas periferias da Região Metropolitana de João Pessoa e em cidades como Alhandra, Uiraúna, Sousa, Taperoá e Pombal. Era professora de Música da UFPB e de Folclore no Nuppo/UFPB. Realizava oficinas de música na Universidade da 3ª Idade (Uniti), onde criou os Grupos de Xaxado do Lyceu Paraibano, na capital, e do Colégio Estadual da Prata, em Campina Grande.

. Damião Ramos Cavalcanti – Dirigiu a FCJA entre abril de 2014 e dezembro de 2018 (décimo presidente da instituição). É escritor, poeta e cronista. Nasceu em 24 de abril de 1947, em Pilar. Viveu parte de sua infância em Itabaiana e, com 11 anos, foi estudar em João Pessoa, onde reside até hoje. Foi secretário da Educação da Paraíba, é membro da Academia Paraibana de Letras (APL) – que presidiu por dois anos – e também já dirigiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) e a Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego (Funesc). Com formação em Direito pela Unipê e Filosofia pela PUG/Itália, tem mestrado em Sociologia da Educação pela Sourbone/França e doutorado em Direito pela Universidad de Buenos Aires/UBA-Argentina. Membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e, assim como a de Letras, faz parte de outras três academias paraibanas: a de Filosofia, a de Imprensa e a de Cinema. Autor de vários escritos nas áreas do Direito, Educação e poesia.

. Deodato Borges – Nasceu em João Pessoa, a 20 de janeiro de 1934, onde morreu em 25 de agosto de 2014. Jornalista, radialista e quadrinista, foi criador, em 1963, da radionovela e revista em quadrinhos ‘As Aventuras do Flama’. Pai do também quadrinista Mike Deodato Jr., foi um dos pioneiros das histórias em quadrinhos na Paraíba. Ainda na década de 1960, foi diretor-geral dos Diários Associados de Pernambuco. Em 1973, tornou-se editor de cultura do jornal O Norte, onde introduziu as tiras de quadrinhos. Foi também secretário da Comunicação do governo da Paraíba. Na década de 1980, produziu ao lado do filho duas histórias de ficção científica pós-apocalípticas, ‘3000 anos depois’ e ‘Ramthar’.

. Deusdedit Leitão – Jornalista, escritor, pesquisador e historiador. Autodidata (assuntos voltados à educação, à história e à cultura), começou seu interesse pela leitura e escrita na adolescência, quando trabalhava com o pai em um cartório. Até os seus 88 anos se tornou referência em todas as áreas que atuou. Começou na comunicação ao ser convidado para publicar nos principais jornais da Paraíba e de outros estados: Correio do Sertão, O Observador, Correio da Paraíba, Diário da Borborema e Diário de Pernambuco. Em 1951, fundou a revista Letras do Sertão. Foi professor de História Geral, História do Brasil, História Econômica e Administrativa do Brasil, em Cajazeiras, sua cidade natal. Fundou e participou de várias instituições culturais, como o Centro de Estudos e Pesquisas Históricas de Patos, em 1949, a revista Letras do Sertão, o Centro de Artes e Letras de Cajazeiras e o jornal O Lábaro. Nasceu no dia 7 de maio de 1921. Foi eleito para a Academia Paraibana de Letras (APL) em 1978. Morreu no dia 30 de março de 2010.

. Ednaldo do Egypto – Ator, autor e teatrólogo, nasceu na capital paraibana. Aos 13 anos, fez seu primeiro trabalho no teatro, vivendo em cena um inspetor de colégio. Formado em Contabilidade e Economia, dedicou sua vida ao teatro paraibano. Construiu o seu próprio teatro, um sonho quase inatingível para a maioria dos atores de ter um espaço para apresentações teatrais e de outras manifestações artísticas, como música e literatura: o Teatro Ednaldo do Egypto, em João Pessoa, inaugurado em 27 de março de 1995. Atuou em mais de 60 peças, com destaque para ‘Os Novos Ricos’, ‘Paraibanadas’, ‘Vovó Viu a Uva’ e ‘No Tempo da Chrestomatia’. Também atuou na televisão e integrou o elenco do programa ‘Sábado de Graça’, um programa de humor adaptado para a tevê (TV O Norte) a partir de um texto teatral, com roteiro e direção de Cristovam Tadeu. Morreu em 2002.

. Eliane de Castro – Foi superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Paraíba. Na década de 2000, conduziu a política de preservação do estado da Paraíba e foi responsável por inúmeras conquistas. Sua trajetória profissional por todo o Brasil foi marcada por intensa dedicação.

. Fernanda Benvenutty – Nasceu em Remígio, em 9 de fevereiro de 1962, e morreu em João Pessoa, em 2 de fevereiro de 2020). Técnica de enfermagem e militante transexual dos direitos humanos LGBTQIA+. Foi presidente-fundadora da Associação das Travestis da Paraíba (Astrapa) e vice-presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Em três eleições gerais no Brasil tentou se eleger politicamente para vereadora e deputada estadual. Foi funcionária pública no cargo de parteira na Maternidade Cândida Vargas e no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, em João Pessoa. Teve um marcante histórico de militância pelos direitos dos transexuais e transgêneros na capital paraibana. Em novembro de 2004, fundou a agremiação carnavalesca Império do Samba, no Bairro do Róger, em João Pessoa.

. Fernando Moura – Atual presidente da FCJA, o jornalista, escritor e compositor é natural de São Paulo e de uma família com raízes na região do Brejo paraibano. Há décadas na Paraíba, fixou residência em Campina Grande e depois em João Pessoa. Ex-bancário, atuou em diversos jornais e comandou uma editora na capital paraibana (TextoArte). Dirigiu órgãos como o jornal A União e o Museu de Arte Popular da Paraíba (Museu dos Três Pandeiros). Editou os principais jornais e revistas paraibanos, desde 1979, quando iniciou a carreira como repórter de O Norte. Coordenou, entre 1983 e 1990, o Departamento de Marketing do Banco do Estado da Paraíba (Paraiban). Atuou nas diretorias do Sindicato dos Jornalistas, Associação Paraibana de Imprensa (API) e Associação Atlética Banco do Estado (AABB). Fundou e presidiu, por dois mandatos, a Associação Centro Histórico Vivo (Acehrvo), ong que luta pelo processo de revitalização do patrimônio histórico de João Pessoa. Autor do texto da primeira e única biografia do cantor e compositor paraibano Jackson do Pandeiro, em parceria com o também jornalista Antônio Vicente, pela Editora 34, de São Paulo.

. Flávio Sátiro Fernandes Filho – Sétimo presidente da FCJA (entre janeiro de 2003 e março de 2009), nasceu em 17 de janeiro de 1969, na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Também é jornalista e empresário. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura, do Conselho Diretor da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego (Funesc) e da Comissão de Análise de Projetos do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos. Diretor do Centro Cultural Ariano Suassuna, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), é editor da revista cultural Genius. Integra a Academia de Ciências e Artes de Cabedelo e a Academia Paraibana de Direito e, como membro honorário, também a Academia Paraibana de Filosofia.

. Francisco Sales Gaudêncio – Nascido em São João do Rio do Peixe, a 29 de janeiro de 1954. Dirigiu a FCJA entre junho de 1987 e setembro de 1991. Integrante da Academia Paraibana de Letras (APL) e do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Ocupou a presidência da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego (Funesc), a diretoria Executiva do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) e, em dois períodos diferentes, a Secretaria da Educação do Estado da Paraíba. Graduado em Direito (1993) e em Licenciatura Plena em História pela Fundação de Ensino Superior de Cajazeiras (1977). Doutorado em História Econômica (2003) e pós-doutorado em História (2013), ambos pela Universidade de São Paulo (2013). Pós-doutorado em Direito Constitucional pela Universidad de Santiago de Compostela (2019). É autor e já participou da organização de vários livros.

. Gemy Cândido – Jornalista e escritor com presença marcante na imprensa e no cenário cultural paraibano nas décadas de 1980 e 1990. Trabalhou como editor em vários jornais e também exerceu a profissão de radialista, fazendo um programa político na Rádio Arapuan ao lado do jornalista Otinaldo Lourenço. Também trabalhou na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), atuando como chefe de gabinete do então presidente da Casa, o deputado estadual Waldir dos Santos Lima, e fez parte da chamada “Geração de Ouro” do jornalismo paraibano, reconhecida ainda hoje pelo trabalho jornalístico realizado durante o período da ditadura militar no Brasil. Escreveu três livros: ‘Fortuna Crítica de Augusto dos Anjos’, ‘História Crítica da Literatura Paraibana’ e ‘Clóvis dos Santos Lima – Um Homem Predestinado’. Membro da Associação Paraibana de Imprensa (API), nasceu em 26 de agosto de 1943 e morreu em João Pessoa, no dia 5 de maio de 2023, aos 79 anos.

. Genival Ribeiro – Publicitário morreu aos 62 anos, em 27 de novembro de 2015.Considerado o precursor da propaganda na Paraíba. A primeira grande agência, a GR, foi fundada por ele em parceria com Alberto Arcela, ainda nos anos de 1980. Depois foi sócio da GCA, parceria de mais de uma década com Ivan Tomaz e Abelardo Carlos. Nascido em um sítio na cidade de Esperança, quase foi jogador de futebol e alfaiate. Iniciou vendendo anúncios para a Rádio Arapuan, onde começou a produzir programas, lançando, entre outros apresentadores, Cardivando de Oliveira. Virou empresário artístico, foi cartola de futebol e o primeiro a empresariar a banda Os Quatro Loucos. Antes da GR e da GCA, com Francisco Ribeiro, Erisinor Faustino e Ivan Thomaz, instalou a Lord Publicidade. Na televisão, em meados de 1984, lançou o programa ‘Paraíba Debate’.

. Geraldo Medeiros – O economista, que foi superintendente do Jornal Correio da Paraíba e secretário estadual do Planejamento no governo de Tarcísio Burity, morreu aos 75 anos, no dia 24 de abril de 2016, em João Pessoa. Também exerceu os cargos de secretário estadual das Finanças e de presidente do Banco do Estado da Paraíba (Paraiban). Foi presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco (Sebrae-PE), presidente da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Sinep) e secretário do Planejamento do Município de Patos.

. Gonzaga Rodrigues – Jornalista, cronista, escritor e membro da Academia Paraibana de Letras (APL). Ex-secretário de Comunicação do Estado da Paraíba e doutor honoris causa pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Nasceu em 21 de junho de 1933, em Alagoa Nova. Ingressou no jornal O Norte em 1951, como revisor. Passou a redator e, em seguida, a editor, funções que exerceu também no jornal A União, onde também foi diretor técnico. Colaborou como cronista nos jornais O Norte, A União, Jornal da Paraíba e Correio da Paraíba. Presidiu a Associação Paraibana de Imprensa (API) e a Academia Paraibana de Letras (APL). Coordenou, com o escritor José Octávio de Arruda Mello, o livro ‘Capítulos de História da Paraíba’. Publicou vários livros, entre eles ‘Notas do meu lugar’ (1978), ‘Um sítio que anda comigo’ (1988), ‘Filipeia e outras saudades’ (1997), ‘Parahyba, a cidade, o rio e o mar’, ‘José Maria dos Santos’ (Coleção Nomes do Século, A União, em 2000), ‘Retrato de Memória’ (2007) e, em 2023, ‘Com os Olhos no Chão’.

. Goretti Zenaide – Morreu aos 67 anos, em 31 de julho de 2017. Jornalista nasceu em 1950 na cidade de Alagoa Grande, no Brejo da Paraíba. Frequentou o Colégio Lourdinas e o Lyceu Paraibano, em João Pessoa. Viveu parte da adolescência em São Paulo e no Rio de Janeiro. Formada em Jornalismo, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, cidade onde morou e trabalhou por 15 anos, e em Design de Moda, no Centro Universitário de João Pessoa (Unipê). Começou na imprensa paraibana em 1986 e, dez anos depois, passou a atuar no colunismo social. Entrou para a equipe do jornal O Norte nos anos de 2000 e chegou a apresentar uma coluna televisiva, aos sábados, na extinta TV Clube. Manteve uma coluna no jornal A União.

. Hélio Zenaide – Historiador e jornalista, morreu em 18 de setembro de 2017, aos 90 anos, em João Pessoa. Nasceu no dia 26 de outubro de 1926, no Engenho Barra Nova, em Alagoa Grande. Iniciou a carreira como servidor público, em 1949, quando foi nomeado taquígrafo da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Foi diretor do jornal A União, assessor de imprensa do governador Pedro Gondim, delegado do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Trabalhadores em Transportes e Cargas (IAPETC), presidente da Comissão de Salário, nomeado pelo presidente Juscelino Kubitschek, e chefe de Gabinete da Secretaria das Finanças no Governo João Agripino Filho. Atuou nos principais jornais e foi correspondente do jornal O Estado de São Paulo, da Agência de Notícias Meridional e dos Diários Associados. Foi comentarista político dos jornais O Norte e Correio da Paraíba, redator de A Tribuna do Povo e redator e diretor do jornal A União, onde manteve uma coluna diária sobre Espiritismo. Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) em 1980.

. Hermano José – Pintor, desenhista, gravador, crítico de arte, cenógrafo, poeta, ilustrador, professor, ativista cultural e ecologista. É um dos maiores nomes da arte paraibana. Nascido em Serraria (no Engenho Baixa Verde), no Brejo da Paraíba, em 15 de julho de 1922, o artista morreu, aos 93 anos, em 21 de maio de 2015. Na sua trajetória, representou as alamedas do Centro Histórico de João Pessoa, o “vesúvio” das depressões naturais, o bucolismo dos engenhos, a mágica circense, entre tantos outros elementos. Militante da preservação ecológica do Cabo Branco, temia que os lugares explorados turisticamente, como a Praia do Jacaré, perdessem suas características naturais ao longo do tempo. Deixou uma coleção de 6,5 mil bens culturais, com obras em 25 tipologias diferentes, como gravuras, telas, esculturas, vitrais e louças, tanto de sua autoria quanto de artistas nacionais, além de uma biblioteca com cerca de três mil títulos e itens arquivísticos que contam a história das artes na Paraíba.

. Irene Rodrigues da Silva Fernandes – Com mestrado em História do Brasil, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1980, é formada em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), 1967. Tem especialização em História do Brasil (UFPB – 1979) e em Museologia (UFPB – 1977), e aperfeiçoamento em Cultura Brasileira (UFPB – 1973). Foi diretora do Departamento de Documentação e Arquivo da FCJA (2006-2018); coordenadora do Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional da UFPB (1989-1991); coordenadora de curso do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), do Departamento de História da UFPB (1979-1983); assessora de graduação do CCHLA, da UFPB (1983-1984); e chefe do Departamento de História, da UFPB (1984-1986). Cinco livros publicados: ‘Memorial do Ministério Público’, 2004; ‘Ministério Público da Paraíba – História em Quadro II’, 2003; ‘Poder Judiciário da Paraíba – Passos de uma Caminhada’, 2003; ‘Ministério Público da Paraíba – História em Quadro’, 2002; e ‘Memória, História e Ensino. Para a construção de novas saudades’, 2001.

. Ivanice Frazão de Lima e Costa – Terceira mulher a dirigir a FCJA. Sua gestão foi de junho de 1996 a dezembro de 2002. Teve graduação em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – 1970 – e especialização em Hispanoamerica En El Siglo XVIII Instituciones, pela Universidad Hispano Americana de Santa Maria de La Rabida (1980); e em História da América pela Universidad de Sevilla (1981). Mestrado em En Estudios Latinoamericanos pela Universidad Nacional Autonoma de Mexico (1973) e doutorado em Geografia e História Secção H. América, pela Universidad de Sevilla (1981). Professora de Licenciatura Plena em História da Universidade Estadual Vale do Acaraú e pesquisadora-consultora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, tem experiência na área de Arqueologia, com ênfase em Arqueologia Histórica.

. Jackson do Pandeiro – Paraibano de Alagoa Grande, foi um importante instrumentista, compositor e cantor que gravou uma série de forrós e sambas, sucessos no país inteiro e que muito contribuíram para divulgar a música e a cultura nordestina. Foi o artista brasileiro que, juntamente com o “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga, mais influenciou músicos brasileiros. Nascido em 31 de agosto de 1919, ficou interessado no universo da música e, quando tinha ainda oito anos, começou a ser apoiado e estimulado pela mãe. Os primeiros passos na música foram divididos com as atividades de engraxate, biscateiro e entregador de pão. No princípio da década de 1940, se mudou para João Pessoa, onde atuou em cabarés e na Rádio Tabajara durante seis anos. Em 1948, mudou para Recife, onde trabalhou na Rádio Jornal do Comércio. Seu primeiro grande sucesso foi ‘Sebastiana’, quando o artista já tinha 35 anos. Contratado pela Rádio Nacional e se instalando no Rio de Janeiro, não demorou a ganhar fama, sobretudo com a música ‘Forró em Limoeiro’. Participou de uma série de filmes ao lado da sua então companheira Almira. Entre as outras canções mais tocadas e mais conhecidas dele estão ‘Chiclete com Banana’, ‘O canto da ema’, ‘A cantiga do sapo’, ‘Um a um’, ‘Cabeça feita’, ‘Na base da chinela’, e ‘A mulher do Aníbal’. Morreu em 10 de julho de 1982.

. Janete Lins Rodriguez – Bacharel e licenciatura em Geografia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 1968, e mestre em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1980, é professora aposentada da UFPB e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Com experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Urbana, atuou principalmente nos seguintes temas: urbanização, meio ambiente, educação, geografia e artesanato, patrimônio cultural e diversidade étnica. Nascida em 8 de agosto de 1946, em João Pessoa, também tem especialização em Metodologia do Ensino Superior, pela UFPB, em 1976. Na FCJA é gerente do Museu Casa de José Américo, e, no estado, é a curadora do Programa de Artesanato Paraibano (PAP). Entre seus livros publicados estão ‘A África está em nós’ (2006), ‘Atlas Geográfico da Paraíba’ (2002), ‘Mapeamento cultural da Paraíba’ (2000), ‘Brasil – geografia e história’ (1999), ‘Paraíba – geografia e história – 3ª série’ (1999), ‘Aglomerados subnormais’ (1998), ‘Conhecendo Tocantins’ (1998), ‘João Pessoa – crescimento de uma capital’ (1982) e ‘Acumulação de capital e produção do espaço: o caso da Grande João Pessoa’ (1980).

. João Balula – Nasceu em Pombal, Sertão paraibano, no ano de 1959. Morreu em João Pessoa, em 21 de fevereiro de 2008. Ativista do movimento negro, teve trajetória multifacetada, como agitador cultural dos guetos, periferias e espaços alternativos marginalizados da cultura popular pessoense. Foi um dos fundadores do Movimento Negro de João Pessoa MNJP, a partir de 1979, e, em 1980, do Movimento Negro da Paraíba. Agitou a cidade em defesa dos direitos da população negra e do combate ao racismo. Também militante do movimento artístico e cultural, sua atuação se estendeu da música ao teatro. Ocupou a Presidência da Federação Paraibana de Teatro Amador e foi vice-presidente da Escola de Samba Malandros do Morro.

. Jorge Rezende – Coordenador do Núcleo de Comunicação da FCJA desde março de 2024, nasceu em Três Corações, Minas Gerais, no dia 19 de agosto de 1966. Atua na imprensa paraibana desde agosto de 1989, com passagens por vários meios de comunicação (principalmente jornais, revistas e portais de notícias), além de assessorias de comunicação. Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em parceria com a também jornalista Nara Valuska, é autor do livro 'Imprensa de Cada Um: 15 anos depois', publicado pela Editora Universitária da UFPB, em 1996. Na Secretaria da Comunicação (Secom) da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), na primeira administração do prefeito Ricardo Coutinho, ocupou os cargos de diretor de jornalismo, chefe de gabinete, secretário adjunto e posteriormente o de secretário. Na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), foi secretário da Comunicação na gestão do vereador Durval Ferreira e coordenador do Portal da CMJP na gestão do vereador Marcos Vinícius. Coordenou a Assessoria de Imprensa do Ministério Público da Paraíba (MPPB) em dois períodos (com Oswaldo Trigueiro do Vale Filho e Bertrand de Araújo Asfora). Na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), atuou na equipe de assessores de imprensa do presidente da Casa (Rômulo Gouveia). Foi colunista e repórter do jornal O Combate. No jornal O Norte, foi chefe de reportagem e editor do Caderno Show (cultura), além de repórter de Política. No Correio da Paraíba passou pela equipe de revisores, foi repórter de Cidades e depois editor adjunto também de Cidades. No Jornal da Paraíba,  foi repórter e editor adjunto de Política e posteriormente editor de Política e colunista. Em A União, atuou como repórter de Política, editor adjunto de Política e repórter do projeto ‘Memória Política da Paraíba’; respondeu pela editoria-geral do site do jornal, pela editorial-geral do diário e editoria de Política, depois editor dos cadernos Pensar e Almanaque, além de editor da seção Memorial. Foi repórter e depois editor-geral na Revista A Semana. Ao lado de Neno Rabello, apresentou o programa radiofônico 'A Semana na Sanhauá'. Também foi editor da Revista Resumo, de Mozart Montenegro. Foi repórter do site de notícias Paraibaonline, de Campina Grande, e editor-geral do site Blogdogordinho. Dividindo a bancada com o radialista e jornalista Petrônio Torres, apresentou o programa ‘Fala Paraíba’, da Rádio Tabajara. Como assessor de imprensa, prestou serviços a vários políticos e sindicatos.

. Josélio Gondim – Jornalista, empresário e escritor morreu em João Pessoa, aos 76 anos, no dia 7 de agosto de 2010. Foi um dos pioneiros do jornalismo em revista no Brasil, entre as quais a extinta A Carta, O Espelho, O Sol. Cursou Jornalismo na Fundação Cásper Líbaro, em São Paulo, em meados da década de 1950. Iniciou a carreira de jornalista em São Paulo, em um jornal dos Associados, chegando a ocupar o cargo de subsecretário do jornal O Norte, na capital paraibana. Passou também por vários outros periódicos, a exemplo do Diário de São Paulo, onde fez estágio por seis meses e foi repórter do mesmo jornal; e O Jornal do Rio de Janeiro, também do grupo Associados. Como escritor, publicou vários livros, como ‘Sob o sol do Nordeste’, em que revela os bastidores e episódios inéditos do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello; ‘Eu nu no caminho dos elefantes’, ‘Cadeira de Rodas – Nas antessalas da morte’; entre outros. Ele nasceu na capital paraibana, em 12 de outubro de 1933.

. José Octávio de Arruda Mello – Professor e historiador graduado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e com diversos livros publicados, principalmente sobre história da Paraíba e do Nordeste brasileiro. Fez mestrado na UFPB e doutorado em São Paulo, ingressando logo cedo no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), em 1972 e, dois anos depois, na Academia Paraibana de Letras (APL). Nascido em João Pessoa, a 18 de março de 1940, também tem graduação em Ciências Jurídicas e Sociais, dedicando sua vida bem mais ao magistério como professor de graduação e pós-graduação na UFPB, na Universidade Autônoma de João Pessoa e na Fundação Francisco Mascarenhas de Patos. Além dos livros, também tem publicações em inúmeras revistas e jornais. Também foi coordenador do setor de tele-educação da Paraíba; diretor-geral de cultura; diretor de pesquisa e programação cultural da FCJA; e diretor do Instituto Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep). Entre suas obras estão ‘A Revolução Estatizada – Um estudo sobre a formação do Centralismo’, ‘Cristianismo e Diplomacia no Brasil Contemporâneo’, ‘História da Paraíba em Fascículos’, ‘A Dimensão Global’ e ‘Sociedade e Poder Político no Nordeste – o caso da Paraíba’.

. José Pedro Nicodemos – Natural de Ribeirão, em Pernambuco, o professor e historiador morreu no dia 14 de abril de 2002. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba (IHGP). Ocupou o cargo de promotor público, mas ao afastar-se das atividades forenses dedicou-se exclusivamente ao ensino, particularmente aos ensinos médio e superior. No magistério superior iniciou sua carreira na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, onde ministrava aulas nos Cursos de História e Geografia, de Pedagogia e de Letras. Também ensinou Economia Social e Direito Social na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde integrou durante três mandatos o Conselho Universitário e dirigiu o Departamento Cultural. Foi membro do Conselho Estadual de Educação.

. Juca Pontes – Poeta, escritor, editor, jornalista e programador visual, o produtor cultural nasceu em Campina Grande no ano de 1958. Muito jovem, mudou-se para João Pessoa, onde morreu em abril de 2023. Destacada atuação nos meios culturais, principalmente nas décadas de 1980 e 1990. Foi assessor da Diretoria Geral de Cultura e coordenador da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Educação e Cultura do Estado. Exerceu os cargos de chefe de Gabinete, secretário-executivo, consultor técnico e assessor de Marketing da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de João Pessoa. Coordenou a programação de várias edições do Festival de Arte de Areia a partir de 1981. Editou o jornal Oficina Literária, o Caderno Paraibano de Cultura, o Tabloide Augusto dos Anjos e as revistas Presença Literária, Educação e Cultura, Leve Metal, Agenda e EmDia. Em 2019, ao lado de Anastácia Alencar, criou a Festa do Livro Internacional da Paraíba (FlitPB). Deixou três obras inéditas: ‘A fala do cotidiano: escritos, guardados e outros achados’, ‘Universo dos versos’ e ‘O livro das admirações’. Foi um dos fundadores e vice-presidente da Sol das Letras, que promove o sarau ‘Pôr do sol literário’, e coordenador cultural da Fundação Casa de José Américo.

. Land Seixas – Líder sindical, jornalista morreu, aos 74 anos, em 10 de fevereiro de 2025. Por muitos anos foi o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba (Sindjor-PB). Nasceu em 25 de dezembro de 1950, com passagem por jornais da Paraíba, dedicou sua vida à defesa dos direitos dos profissionais da comunicação. Atuou nos jornais Correio da Paraíba e A União.

. Letícia das Mercês Maia Pinto Ferreira – Presidente da FCJA entre março de 2009 e dezembro de 2010, formou-se em Biblioteconomia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e também foi diretora da Biblioteca do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), de 1998 a 2009. Natural de João Pessoa, nasceu em 23 de abril de 1956. Foi a quinta presidente na ordem cronológica e a terceira mulher a dirigir a FCJA. Desenvolveu as reformas do Auditório Juarez da Gama e do Mausoléu de José Américo e Alice de Almeida. Concluiu o projeto paisagístico da FCJA, promoveu o prêmio em comemoração aos 80 anos de ‘A Bagaceira’ e realizou o ‘Tarde Literária’, que abria espaço para debates e lançamentos de livros de autores paraibanos.

. Livardo Alves – Músico, cantor, compositor, poeta e jornalista. Deixou dezenas de composições entre cocos, repentes, sambas, baiões, forrós, maracatus, e xaxados. Natural de João Pessoa, morreu aos 66 anos, em 14 de fevereiro de 2002. Nos anos de 1950 entrou para o jornal A União, no governo de José Américo de Almeida, começando pela oficina até chegar à revisão e depois à redação. Em julho de 1959, foi contratado pela Rádio Tabajara para participar do cast de cantores da emissora, onde chegou a ser também locutor e repórter, trabalhando no Departamento de Radiojornalismo. Nos anos de 1970, fez grande sucesso no Carnaval com a ‘Marcha da Cueca’, com Carlos Mendes e Sardinha, ganhando destaque no Brasil e no exterior. Foi também compositor de hinos para os clubes de futebol da Paraíba, entre os quais o do Botafogo, de João Pessoa. Musicou várias peças teatrais, entre elas ‘O Auto da Compadecida’, de Ariano Suassuna e ‘Acima do Bem Querer’, de Luiz Marinho.

. Lourdinha Luna – Escritora e historiadora, Maria de Lourdes Lemos de Luna foi secretária particular de José Américo de Almeida. Nascida na cidade paraibana de Areia, morreu em João Pessoa aos 92 anos, em 30 de julho de 2018. Estudou na capital paraibana e complementou sua formação na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Funcionária pública, por anos colaborou na elaboração de sua correspondência, livros, conferências e discursos de José Américo. Após a morte do escritor, empenhou-se para que a residência do ex-ministro abrigasse uma instituição cultural e de pesquisas sociais, como guardiã da obra literária do patrono. Exerceu por mais de 20 anos a função de secretária do Conselho Deliberativo da FCJA. Integrou a Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba e a Academia de Letras de Areia.

. Lúcia de Fátima Guerra Ferreira – Nasceu em João Pessoa, no dia 2 de dezembro de 1955. Formação acadêmica em História, com graduação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mestrado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Está na FCJA desde janeiro de 2018, como diretora do Departamento de Documentação e Arquivo e, a partir de 2019, gerente executiva de Documentação e Arquivo. Foi professora estadual de 1976 a 1985. Ainda no magistério, professora concursada para o Curso de História na UFPB, campus de Campina Grande (1985/1987) e campus de João Pessoa (1987/2017) – coordenadora dos Núcleos de Documentação e Informação Histórica Regional (NDIHR) e de Cidadania e Direitos Humanos (NCDH). Foi coordenadora dos Cursos de Especialização em Organização de Arquivos e em Educação em Direitos Humanos; coordenadora dos projetos de organização dos arquivos da Arquidiocese da Paraíba e do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP); e pró-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários. Também atuou na Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba e atua no Comitê Paraibano Memória, Verdade e Justiça. Autora dos livros ‘Raízes da Indústria da Seca: o caso da Paraíba’ (1993) e ‘Igreja e Romanização: a implantação da Diocese da Paraíba’ (2015); e coautora do livro ‘Direito à memória e à verdade: saberes e práticas docentes’ (2016). Na FCJA, integra a Comissão de Instalação do Memorial da Democracia da Paraíba e coordena o ‘Projeto Preservação da Memória e Difusão Educativa, Cultural e Científica do Acervo da Fundação Casa de José Américo’.

. Lúcia Giovanna – Morreu aos 61 anos, em 11 de fevereiro de 2016. Professora e arquiteta, foi secretária adjunta da Educação de João Pessoa. Nascida na capital paraibana, foi criada no município de Areia, no Brejo da Paraíba. Ficou conhecida por implantar o projeto 'Escola pública, uma opção de qualidade' junto à Escola Estadual Sesquicentenário, que alcançou notoriedade pública por ter sido premiada como “Escola Modelo” pela Unesco. Formada em Arquitetura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), integrou o corpo docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde desenvolveu, além do magistério, projetos de extensão. Também foi secretária da Educação de Areia, onde deu continuidade ao projeto 'Amar-Areia', premiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Participou da implantação da 'UFPB Virtual' e foi membro da equipe de formação do Pnaic/UFPB.

. Lúcio Lins – Poeta, escritor e compositor. Integrou o movimento de vanguarda paraibano Jaguaribe Carne. Foi um dos criadores da Revista Ler e dono do Bar Travessia. Ficou conhecido como o “Poeta do Mar”. Nasceu (20 de fevereiro de 1948) e morreu aos 57 anos (16 de abril de 2005) em João Pessoa. Formado em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Viveu a infância no Sítio Acais, do município de Alhandra. Iniciou sua vida como escritor em 1975, publicando poemas em suplementos literários, como o paraibano Correio das Artes, do jornal A União, e o mineiro Suplemento de Minas. Suas atividades fotográficas também serviam de inspiração para os seus versos. Em 1982, venceu o II Festival Norte-Nordeste da Música Popular Brasileira, em parceria com Byaya, ganhando o prêmio de Melhor Letra com a música ‘Voo Livre’. No mesmo ano publicou seu primeiro livro, ‘Lado Que Cavo/Que Covas’.

. Luís Augusto Crispim – Nascido em João Pessoa, a 23 de agosto de 1945, o advogado e jornalista morreu na mesma cidade, em 6 de dezembro de 2008. Considerado por muitos “um dos luminares” do seu tempo. Foi através de seus escritos em prosa e versos que teve reconhecimento regional e nacional. Exerceu diversos cargos públicos ao longo da vida. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba e era mestre em Ciências Jurídicas e Sociais. Foi editor e redator de vários diários paraibanos. Escrevia coluna semanal no Jornal Correio da Paraíba até pouco antes de sua morte. Foi diretor presidente da PBtur, secretário da Comunicação, procurador-geral do Estado, procurador-geral de João Pessoa, professor no Curso de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e chefe da Casa Civil do Governo da Paraíba. Também foi diretor do jornal A União.

. Luiz Otávio – Radialista começou a carreira na comunicação paraibana escrevendo uma coluna de amenidades publicada no semanário O Momento. Depois, já no jornal Correio da Paraíba, manteve a coluna. Na mesma época, criou um programa de rádio na antiga Arapuan AM e, em seguida, levou o programa para a Rádio 98 FM Correio. Ele quebrou o padrão tradicional de dar a notícia através do locutor que a lia de forma impessoal e com a voz empostada. De forma pioneira, criou o debate ao vivo na radiofonia paraibana, com entrevistas e a participação dos ouvintes criticando e reivindicando. A fórmula deu certo, crescendo a audiência. O apresentador inaugurou o programa ‘Correio Debate’ em 15 de março de 1980, em João Pessoa. Morreu em março de 2002.

. Luzardo Alves – Chargista conhecido no país por integrar a equipe da revista O Cruzeiro, criou a personagem Bat-Madame, mascotes dos times de futebol paraibanos e capas de quadrinhos infantis. Nasceu (9 de abril de 1932) e morreu (17 de dezembro de 2016) em João Pessoa. Descobriu sua vocação artística ainda aos 8 anos de idade quando brincava de desenhar usando carvão e tijolo nas calçadas do Bairro de Jaguaribe. Aos 15 anos começou a trabalhar como encadernador no jornal A União. Nessa época, criou um personagem chamado ‘O Sapo de Orós’. Ainda na capital paraibana, foi camelô e gravador de objetos. Na década de 1960, ganhou um quadro dentro do programa de Fernando Castelão e Luís Geraldo, na TV Jornal do Commércio, em Pernambuco. Assis Chateaubriand o levou para o Rio de Janeiro para trabalhar na revista O Cruzeiro, onde trabalhou com outras importantes figuras do humor gráfico brasileiro, como Henfil, Millôr Fernandes, Juarez Machado, Nilson, Redi, Ciça, Daniel Azulay, Ziraldo, Zélio, Jaguar e Fortuna.

. Manoel Monteiro – Poeta cordelista morreu, aos 78 anos, em Belém, no Pará, em 2014. Nascido na cidade de Bezerros, Pernambuco, em 4 de fevereiro de 1937, mudou-se para Campina Grande muito jovem, onde começou a escrever. No Bairro Santo Antônio montou uma cordelaria que até exportava folhetos, produzindo diariamente, tendo mais de 300 títulos escritos. Instituiu um modelo novo de Literatura de Cordel baseado em temas atuais e voltado para a resolução de problemas práticos. Era membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel e considerado, na época, o maior cordelista em atividade no mundo. Foi autor de títulos como ‘O crime da sombra misteriosa’, ‘Lampião: heroi de meia tigela’ e ‘O maior São João do Mundo completa 30 anos’. Com a instauração do regime militar no Brasil e toda repressão artística e cultural que se seguiu, viu-se obrigado a buscar outros meios de trabalho, chegando a ser preso por conta de seu posicionamento ideológico e engajamento com o movimento sindicalista.  Responsável pela inserção da Literatura de Cordel como ferramenta de estudo nas escolas da Paraíba.

. Marcos Tavares – Escritor, jornalista e poeta paraibano. Morreu aos 72 anos, em João Pessoa, em 22 de junho de 2020. Nasceu em Ingá e começou a escrever na capital paraibana a partir da fundação do Grupo Sanhauá, que reunia jovens poetas, pintores e xilogravuristas. Aos 15 anos, estreou na literatura com o livro ‘Fuzuê e finados’ (1964). Primo do artista plástico Flávio Tavares, lançou junto com ele o seu segundo livro, ‘Agora o pavão sem mistérios’ (1979). Também publicou: ‘Notícias de Jornal’ (1980), ‘Algumas histórias e outros poemas’ (2000) e ‘Lavoura de ossos’ (2005). Trabalhou em diversos veículos de comunicação da Paraíba, entre empresas de rádio e também jornais impressos. No Jornal da Paraíba assinava a coluna ‘Pão e Circo’. Foi editor do Diário da Borborema, passou pelo O Norte e depois Correio da Paraíba e Rádio Tabajara.

. Margarida Maria Alves – Nasceu (5 de agosto de 1933) e morreu (12 de agosto de 1983) na cidade de Alagoa Grande. Foi uma trabalhadora rural e sindicalista defensora dos direitos humanos e trabalhistas dos trabalhadores do campo. Uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país. Seu nome e sua história de luta inspiraram a Marcha das Margaridas, criada em 2000. Durante o período em que esteve à frente do sindicato local de sua cidade, foi responsável por mais de cem ações trabalhistas na justiça do trabalho regional, tendo sido a primeira mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militar. Tornou-se presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande em 1973, aos 40 anos. Durante sua gestão sindical, criou um programa de alfabetização de adultos, inspirado na pedagogia de Paulo Freire, voltado aos trabalhadores. Foi assassinada quando tinha 50 anos, com um tiro de espingarda calibre 12 no rosto, em frente à sua casa, por um matador de aluguel contratado por grandes fazendeiros da região.

. Maria do Socorro Silva Aragão – Primeira mulher a presidir a instituição, no período de maio de 1984 a junho de 1987. Natural de Brejo do Cruz, Sertão da Paraíba, nasceu em 16 de maio de 1940. Exerceu outras atividades como gestora, mas foi como professora no campo das Letras que mais atuou em sua trajetória, na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Coordenou os projetos ‘Tesouro do Léxico Galego-Português para o Nordeste Brasileiro’ e ‘Atlas Linguístico do Brasil’. Lecionou ‘Brazilian Culture and Civilization’, na Central Connecticut State University (CCSU) dos Estados Unidos, entre 1989 e 1990. Doutora em Linguística pela Universidade de São Paulo (USP), onde também havia feito o mestrado na mesma área.

. Marinês – Cantora, atriz e apresentadora, nasceu em São Vicente Férrer (15 de novembro de 1934) e morreu em Recife (14 de maio de 2007), ambas cidades de Pernambuco. Também bacharel em Direito, foi criada na cidade paraibana de Campina Grande. Cantou pela primeira vez em um concurso de calouros da cidade. Em outro concurso de calouros da Rádio Difusora, ganhou o prêmio de primeiro lugar (cem mil réis) e emprego na emissora. Foi casada com o mestre Abdias do Acordeon (Abdias dos Oito Baixos). Passou a ser a voz feminina da música nordestina, montando a Patrulha de Choque do Rei do Baião. No Rio de Janeiro foi coroada por Luiz Gonzaga como a Rainha do Xaxado (dança típica dos cangaceiros de Lampião). Participou de filmes da Atlântida, seguidos de mais de 45 discos gravados, todos com grandes sucessos. A primeira canção gravada por Marinês foi em 1956, com Luiz Gonzaga, intitulada por ‘Mané e Zabé’.

. Martinho Campos – Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 1980, e em Tecnólogo em Estatística, também pela UFPB, em 1977. Consultor do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Paraíba (Sebrae-PB).

. Martinho Moreira Franco – Com uma extensa trajetória na imprensa paraibana, ingressou nos quadros da Secretaria da Comunicação do Estado ainda no governo João Agripino. Foi crítico de cinema, publicitário, redator dos jornais O Norte, Correio da Paraíba e A União, onde também foi colunista. Foi secretário de Comunicação no governo de Tarcísio Burity. Era conhecido por todos pela irreverência e criatividade. Morreu no dia 6 de fevereiro de 2021, aos 74 anos, em João Pessoa. Considerado “um dos melhores textos do jornalismo paraibano”, também atuou como correspondente de impressos do eixo Rio-São Paulo, a exemplo do jornal O Globo e a revista Veja. Tinha um texto diferenciado no jornalismo e na publicidade. Polivalente, foi de copiquedesque a cronista, com extremo olhar crítico. Era requisitado como redator de textos, editoriais, reportagens e até discursos, contabilizando mais de 35 anos na seara governamental, no convívio direto com cerca de quinze governadores.

. Mílton Nóbrega – Publicitário e artista paraibano morreu aos 69 anos, em 16 de agosto de 2014. Foi diretor do jornal A União e fundador e sócio da Agência Oficina de Propaganda, ao lado de Alberto Arcela e Martinho Moreira Franco. Era artista gráfico e autor de capas de livros que marcaram a história do mercado editorial paraibano. Foi dele a criação artística do designer gráfico (logomarca) da bandeira (símbolo representativo) da Fundação Casa de José Américo, após vencer um concurso estadual em 1997. A logomarca foi inspirada a partir da associação do nome de José Américo a uma instituição destinada a preservar a sua obra: estilização das iniciais “J” e “A” em configuração que indica dupla representação: de uma casa de moradia e do percurso da carreira de político e administrador do seu patrono; a casa está simbolizada na imagem gráfica de um telhado com caimento sugestivo de acolhida e proteção, havendo insinuação de dorso de livro como forma de expressar a atividade do escritor e o principal acervo da instituição; a carreira de político e administrador está simbolizada nas linhas que apontam para o percurso que o personagem cumpriu  no âmbito da vida pública, fosse na política, fosse na administração, da ascensão até o retiro; quanto ao aspecto cromático, as tonalidades transmitam a ideia de material de construção, como o tijolo e a própria telha, significando que a casa, além de acolhedora para os visitantes e protetora do seu acervo, é uma obra alicerçada em valores sólidos em forma e conteúdo. O artista nasceu em Cruz do Espírito Santo.

. Nelma Figueiredo – Jornalista morreu aos 53 anos, no dia 30 de março de 2018. Durante sua trajetória nos meios de comunicação do estado, com mais de 30 anos de profissão, teve passagens pelas tevês O Norte, Cabo Branco, Correio e Tambaú. Foi também assessora de comunicação do Departamento de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) e comandou o programa ‘CBN Cotidiano’, na rádio CBN, em João Pessoa. Natural de Brasília (DF), concluiu a graduação em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Começou a carreira na televisão em 1987. Apresentadora, repórter e comentarista nos meios radiofônicos e televisivos, também teve passagem pelo jornalismo impresso.

. Onaldo Mendes – Jornalista e produtor cultural morreu em João Pessoa, aos 76 anos, em 5 de julho de 2024. Expoente na área do jornalismo de turismo, foi presidente do Clube do Feijão Amigo e tinha intensa participação em eventos do calendário social e turístico da Paraíba, contribuindo para divulgar as potencialidades do estado. Integrava a Associação Paraibana de Imprensa (API) e a Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores de Turismo na Paraíba (Abrajet-PB). Também foi diretor comercial do jornal A União, que hoje integra a Empresa Paraibana de Comunicação (EPC).

. Presidente João Pessoa – Nasceu em Umbuzeiro, a 24 de janeiro de 1878, e morreu em Recife, a 26 de julho de 1930. Advogado e político, foi auditor-geral da Marinha, ministro da Junta de Justiça Militar, ministro do Superior Tribunal Militar e presidente (governador) da Paraíba (1928-1930). Candidato em 1930 a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas. Seu assassinato na capital pernambucana é considerado uma das causas da Revolução de 1930, que depôs o presidente Washington Luís e levou ao poder Getúlio Vargas. Sua morte foi usada pelos apoiadores de Getúlio Vargas, deflagrando vários protestos políticos. Foi em sua homenagem que, a partir do dia 4 de setembro de 1930, a capital do estado da Paraíba, antes denominada de Cidade da Parahyba, passou a se chamar João Pessoa. Em seu governo (1928-1930) promoveu reforma na estrutura político-administrativa do estado e instituiu a tributação sobre o comércio realizado entre o interior paraibano e o porto de Recife. Essa medida gerou descontentamento entre os fazendeiros do interior, como o coronel José Pereira Lima, chefe político do município de Princesa.

. Ricardo Anísio – Poeta, jornalista e crítico musical, o cronista paraibano morreu aos 64 anos, no dia 17 de setembro de 2023, em João Pessoa. Interessou-se por música desde a adolescência, quando conheceu artistas paraibanos como Geraldo Vandré, Vital Farias, Zé Ramalho e Cátia de França. A partir dessa paixão começou a escrever sobre o tema. Em 1978, com 19 anos, começou a escrever sobre música e outras expressões culturais em diversos jornais paraibanos e assinou também colunas sobre o tema em rádios do estado. Como escritor, publicou entre outros, ‘Canção do Caos’, ‘Simulacro’, ‘MPB de A a Z’, ‘Canção do Abismo’, ‘Florilégio’, ‘Em Cada Canto um Verso’, ‘Crônicas Musicais’, ‘Equiláteros’ e ‘Forró de Cabo a Rabo’. Atuou no jornalismo paraibano por cerca de 40 anos, com passagens pelos jornais A União, Correio da Paraíba, O Momento, ContraPonto e O Norte, além da revista A Semana. Também trabalhou nas rádios FM O Norte, FM Tambaú, Tabajara AM e FM Correio.

. Risoleta Córdula – Artista plástica morreu em 28 de junho de 2009. Viveu por mais de 20 anos em Paris, capital francesa, onde estudou Sociologia da Arte e fixou residência. Prestou assessoria ao Departamento Cultural da Embaixada do Brasil e trabalhou como crítica de arte internacional, além de difundir pelo mundo os trabalhos de vários artistas paraibanos. Artistas como Fred Svendsen, Flávio Tavares, Chico Pereira e seu irmão Raul Córdula foram alguns dos paraibanos ajudados por Risoleta em suas incursões por terras francesas. Também ajudou inúmeros artistas plásticos de outros estados brasileiros que conseguiram expor em locais como as galerias François Mansard e Debret.

. Rogério Almeida – Jornalista, colunista social e professor universitário, ele nasceu em Pacajus, no estado do Ceará. Atuou também no segmento do turismo paraibano. Foi diretor-executivo na Paraíba dos Companheiros das Américas, organização criada pelo então presidente John Kennedy. Especialista e estudioso da área turística, recebeu vários prêmios em reconhecimento por seu trabalho em benefício do turismo e na divulgação da capital paraibana, como a Medalha de Porto Prêmio, do Ministério do Turismo, na França; e a Medalha Sapientiae Aedificat, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Morreu aos 65 anos, no dia 3 de julho de 2021, em João Pessoa. Foi colunista de turismo da Revista Fácil Nordeste e sempre estava presente nas feiras deste segmento pelo Brasil. Foi presidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo na Paraíba (Abrajet-PB). Como professor, atuava no Departamento de Fisioterapia da UFPB.

. Rosil Cavalcanti – Ator e compositor, o radialista nasceu em 20 de dezembro de 1915, em Macaparana, Pernambuco. Morreu em 10 de julho de 1968. Usava sua veia humorística acentuada em suas canções e nos trabalhos radiofônicos. Em 1937, sagrou-se como jogador tricampeão de futebol sergipano pelo Cotinguiba Sport Clube. Em 1942 iniciou a carreira artística fazendo com Jackson do Pandeiro a dupla Café com Leite,  que atuou na Rádio Jornal do Comércio, em Recife. Em 1953, Jackson do Pandeiro gravou um dos maiores sucessos de sua carreira e o maior da carreira de Rosil, o coco ‘Sebastiana’. Atuando na música e no rádio, se tornou ativista cultural e político. Deixou ao todo 130 composições de sua autoria.

. Sérgio Rique – Por 33 anos foi sócio da Agência de Comunicação Antares, onde “sua habilidade e elegância na escrita brilharam com maestria”. Natural de João Pessoa, nasceu em 9 de maio de 1966 e morreu em 22 de dezembro de 2021. Formado em Direito em 1989, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), encontrou vocação na comunicação, onde, juntamente com o sócio, Júnior Guerreiro, teve seu trabalho reconhecido por meio de vários prêmios recebidos, entre eles o ‘Colunista do Norte-Nordeste’, que marcaram a trajetória da Antares. Também se destacou como atleta e presidente da Federação de Handebol da Paraíba.

. Simeão Leal – Nasceu em Areia, em 13 de novembro de 1908. Foi um administrador cultural, diplomata, crítico de arte, jornalista, médico e colecionador. Iniciou o curso de Medicina em 1926, na Faculdade de Medicina de Recife, mas transferiu-se no ano seguinte para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde concluiu sua graduação em 1936. Contribuiu significativamente para a cultura brasileira. Foi responsável por divulgar talentos como Clarice Lispector, Tiago de Mello e Tomás Santa Rosa. Dirigiu e publicou importantes revistas culturais e desempenhou um papel crucial na Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). Considerado figura central na cena literária, cultural e artística do Brasil, se destacou como um dos grandes incentivadores do movimento editorial no setor público brasileiro. Fundou e dirigiu várias publicações e participou ativamente de organizações culturais. Morreu aos 87 anos, no Rio de Janeiro, em 6 de julho de 1996.

. Umbelino Peregrino – Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 1982. Foi diretor técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Paraíba, diretor cultural da Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema) e arquiteto cedido ao Iphan. Fez especialização em Revitalização do Patrimônio Natural e Construído (1987) pelo Instituto de Cooperação Ibero-Americana, com o Projeto de Revitalização do Centro Histórico de João Pessoa.

. Violeta Formiga – Poetisa paraibana viveu apenas 31 anos. Deixou um livro publicado: ‘Contra Cena’. Natural de Pombal, nasceu em 28 de maio de 1951 e morreu (vítima de feminicídio) em João Pessoa, a 21 de agosto de 1982. Passou a infância e adolescência na cidade de Pombal. Estudou no Colégio Diocesano e na Escola Normal Arruda Câmara. Em 1971, transferiu-se para a capital paraibana e ingressou na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) no Curso de Psicologia. Divulgava seus poemas nos jornais de João Pessoa, mais precisamente no Jornal A União, no suplemento Correio das Artes.

. Viviane Vieira Coutinho – Presidiu a FCJA entre janeiro e dezembro de 2019 e uma das suas principais ações foi integrar a instituição à programação da ‘3ª Semana Nacional de Arquivos’, quando coordenou os debates sobre ‘Desenhando Arquivos Privados de Interesse Público e Social’. Natural de João Pessoa, nasceu em 1º de novembro de 1955. Graduou-se em Geografia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Procurou priorizar em seus estudos e trabalhos a urbanidade, a disciplina, a responsabilidade, o interesse na pesquisa, a facilidade de interação, a comunicação, a capacidade de liderança, a criatividade e a habilidade de negociação. Com especialização em Desenvolvimento Gerencial, pela Universidade de Brasília (UnB), em seu histórico profissional está o Ministério da Educação, onde, no período de abril de 1978 a março de 2015, desempenhou atividades em Gestão Administrativa e desenvolvimento de programas educacionais, sociais e capacitação profissional. Também trabalhou na Secretaria da Administração Pública (1987-1988), prestando assessoramento no Projeto de Informatização de Processos do Governo Federal.

. Waldomiro Ferreira dos Santos (Vavá Cabeção) – Era apaixonado por fotografias, política, Carnaval e futebol. Como fotógrafo, foi repórter do Jornal Correio da Paraíba por vários anos. Também trabalhou no governo do estado e na Prefeitura de João Pessoa. Na Paraíba, fotografou a campanha de Jânio Quadros como candidato a presidente da República; registrou a antiga pesca da baleia, do abate em alto mar até o corte na cidade de Lucena; e as ações que culminaram com a morte de líderes da Liga Camponesa na cidade de Mari. Suas fotografias estamparam páginas do Jornal do Brasil e da revista Manchete. Foi vereador de João Pessoa, de 1982 a 1988, onde exerceu o cargo de vice-presidente. Fundou no Bairro do Róger a equipe do Guarany Esporte Clube Recreativo. Nasceu em João Pessoa, em 20 de setembro de 1935, e morreu em 2 de setembro de 2002.

. Wálter Galvão – Jornalista, escritor e cantor. Morreu aos 64 anos, em 7 de julho de 2021, quando ocupava a presidência da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego (Funesc). Também poeta e compositor, foi secretário municipal de João Pessoa e do Conde nas áreas da Educação, Comunicação e Transparência. Passou por todas as grandes redações de jornais impressos, como A União, O Norte e Correio da Paraíba (onde atuou como repórter, colunista, editor setorial e editor-geral). Atuou ainda em emissoras de televisão, como a TV Correio, e como assessor de imprensa na área política. Crítico cultural, também deixou sua marca como artista, sendo crooner de bandas de baile nas décadas de 1960 e 1970. Deixou vários livros publicados, como ‘O som do sim’ e ‘Rap Ópera’.

. Wellington Aguiar – Historiador, professor e jornalista. Nasceu em João Pessoa, a 4 de maio de 1935, e morreu na capital paraibana, em 6 de dezembro de 2014. Graduado em Direito pela Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro (1960), licenciou-se em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Entre seus livros estão ‘O passageiro do dia’ (1977), ‘Um radical republicano contra as oligarquias’ (1981), ‘Uma cidade de quatro séculos’ (1985) – em parceria com o escritor José Octávio de Arruda Mello –, ‘Cidade de João Pessoa, a memória do tempo’ (1992), ‘Deputado Miranda Freire: um oposicionista na trincheira’ (1997) e a ‘Velha Paraíba nas páginas de jornais’ (1999). Fez a atualização ortográfica da terceira edição de ‘A Paraíba e seus problemas’, de José Américo de Almeida. Possuía diversos cursos de extensão universitária em várias áreas. Especializou-se principalmente na história da Paraíba e escreveu trabalhos sobre este tema. Foi professor titular na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais dos Institutos Paraibanos de Educação (Unipê). Também foi promotor público e exerceu a função de procurador do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).

. Wills Leal – Escritor, jornalista, professor, pesquisador e crítico de cinema. Nasceu em Alagoa Nova, em 18 de setembro de 1936. Morreu na capital paraibana no dia 7 de maio de 2020. Era graduado em Filosofia, na Faculdade de Filosofia de João Pessoa (Fafi); e bacharel em Línguas Neolatinas, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB); além de especialista em Língua e Literatura Francesa, pela UFPB. Entre suas publicações: ‘Nordeste no Cinema’, ‘Cinema e Província’, ‘Aventura do Amor Atonal’, ‘Verbo e Imagem’, ‘Discursos Cinematográficos dos Paraibanos’, ‘Memorial da Festa das Neves’, ‘No Tempo do Lança-Perfume’, ‘A Saga de um Grande Clube’, ‘Iate nos seus 25 anos’, ‘Era feliz e não sabia’ e ‘O real e virtual no turismo da Paraíba’. Ingressou nos meios de comunicação como revisor do jornal O Norte, ascendendo depois à condição de colunista e articulista. Como professor, lecionou Língua e Literatura Francesa no Conservatório Antenor Navarro e na Escola de Formação de Professores. Exerceu o cargo de diretor de Eventos e Operações na Empresa Paraibana de Turismo (PBTur). Em 2009, foi um dos fundadores da Academia Paraibana de Cinema (APC). Ingressou na Academia Paraibana de Letras (APL) em 29 de maio de 1992.

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