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Fundação Casa de José Américo celebrou 44 anos de criação da instituição

Publicação 11/12/2024 12:40, Atualização 19/05/2026 16:37

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Fundação Casa de José Américo celebrou  44 anos da instituição com vasta programação

 

Com decoração a caráter, do mundo da cana-de-açúcar, sintonizada com o tema final da programação, "Da Bagaceira ao Mel", a Fundação Casa de José Américo (FCJA) encerrou, em alto estilo, a celebração dos 44 anos da instituição, nesta quarta-feira (11). 

A solenidade de abertura, da programação do dia, contou com as presenças do vice-governador, Lucas Ribeiro, e do vice-prefeito, Léo Bezerra, sendo prestigiada ainda por um público eclético, formado por políticos, literatas e professores universitários, além do público em geral. O evento foi aberto pelo presidente da FCJA, Fernando Moura, seguido por uma apresentação cultural do poeta Raniery Abrantes. Na sequência, a coordenadora do seminário, professora Janete Lins Rodriguez, também gerente executiva do Museu Casa de José Américo, prosseguiu com a programação, conforme a agenda pré-estabelecida.

O primeiro tema foi apresentado pelo escritor Hildeberto Barbosa Filho, membro da Academia Paraibana de Letras (APL): ‘José Américo – ‘A Bagaceira’: uma denúncia social’; seguido do acadêmico da APL, Eitel Santiago de Brito Pereira, que abordou o tema ‘José Lins do Rego – ‘Menino de Engenho’: uma análise sociológica’. Para finalizar, ‘Os Simões da Serra do Gabão’: as histórias não escritas do Brasil – a história silenciada’, pelo escritor Marcone Pereira Simões.

As atividades do dia, que marcaram também o encerramento da celebração dos 44 anos da FCJA, prosseguiu à tarde, com os seguintes temas: ‘Espaço agrário, trabalho e luta na zona canavieira do Nordeste’, por Emília de Rodat Fernandes Moreira; ‘As influências de 'A Paraíba e seus problemas' para a elaboração de 'A Bagaceira’, por Jivago Correia Barbosa; ‘O mito das três raças e as narrativas de uma nação: o debate racial na literatura de José Américo e José Lins’, por Luiz Mário Dantas Burity. Por fim, ‘Conclusão: para onde vamos?’, por Adelmar Azevedo Régis.

Às 16h30, aconteceu a sessão de autógrafos dos livros ‘Os Simões da Serra de Gabão’, por Marcone Simões, e ‘José Lins do Rego – Dois Estudos’, por Eitel um Santiago. Com coordenação geral de Janete Lins Rodriguez, o evento tem curadoria de Lúcia Guerra, Marcone Simões e Adelmar Régis.

Manuscritos de José Américo

A programação alusiva à celebração dos 44 anos de criação da Fundação Casa de José Américo - Lei 4.195, de 10 de dezembro de 1980 começou na segunda-feira (9), pela manhã e tarde, com a realização do seminário "Manuscritos de José Américo de Almeida: identificação e descrição de documentos" O objetivo do seminário foi tornar público o trabalho de identificação dos manuscritos de José Américo e devolver à sociedade possibilidades de pesquisa e estudos sobre temas abordados pelo escritor.

O evento iniciou com uma mesa de discussão, às 9h, com o tema "Fases de uma história: recebimento, acumulação e organização dos manuscritos de José Américo". Com mediação da coordenadora Danielle Alves (professora da UFPB, com doutorado em Ciência da Informação) a temática foi debatida pela pesquisadora, arquivista, bibliotecária, escritora, especialista em restauração e encadernação de documentos, Ana Isabel Souza Leão Andrade; e pela atual gerente executiva de Documentação e Arquivo da FCJA, Lúcia de Fátima Guerra Ferreira, professora aposentada da UFPB, historiadora e escritora.

A mesa da tarde iniciou às 13h30, com o tema "Da bagaceira caligráfica à luz documental: o uso da paleografia e as perspectivas de acesso e uso dos manuscritos de José Américo de Almeida". Com mediação da professora da UFPB, com graduação em Arquivologia e Biblioteconomia, e doutorado em Ciência da Informação, Claudialyne Araújo, teve como debatedores: Thiago Medeiros (UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto), professor, com doutorado em História Econômica Mozart Vergetti, atualmente pesquisador da FCJA; e João de Lima, doutor em Ciências da Comunicação, professor da UFPB e coordenador do Núcleo do projeto de Acervo audiovisual da FCJA.

Arqueologia

A programação prosseguiu na terça-feira (10), com a inauguração do Núcleo de Estudos Arqueológicos (NEA-FCJA), contendo artefatos e documentos sobre o tema, sob a tutela da instituição há cerca de três décadas.

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