Publicação 26/05/2023 14:40, Atualização 19/05/2026 16:26
A Fundação Casa de José Américo (FCJA) recebe, até esta sexta-feira (26), o 1º Encontro de Coordenações Estaduais do Programa Nordeste Acolhe. O evento, que teve início na manhã dessa quinta (25), é realizado pela coordenação paraibana do Nordeste Acolhe, com a promoção da Secretaria de Desenvolvimento Humano (Sedh).
O objetivo do encontro é realizar um balanço do processo de implantação do programa nos estados e fazer uma avaliação da sua gestão e execução. Outro ponto de pauta é a discussão sobre as experiências e boas práticas já adotadas durante este ano, além do planejamento necessário para ampliar a sua cobertura e garantir proteção social e econômica às vítimas da pandemia de covid-19.
A secretária da pasta, Pollyana Dutra, enfatizou o traço acolhedor da região Nordeste no país. “Foi providencial começar esse programa aqui, pois acolher as pessoas é algo que sabemos fazer muito bem, e o Nordeste entendeu que a solidariedade é uma política pública”, disse. Segundo ela, o programa é intersetorial, precisa dialogar com os demais programas da assistência social. “A pandemia acabou, mas deixou sequelas”, acrescentou.
Nordeste Acolhe – Implantado pelo Consórcio Nordeste, por meio da Câmara Temática da Assistência Social, o Programa Nordeste Acolhe consiste no pagamento de um benefício no valor de R$ 500 mensais a todas as crianças e adolescentes que ficaram órfãos devido à pandemia de covid-19, até o alcance da maioridade civil (21 anos de idade).
Pioneirismo – A Paraíba foi o primeiro estado nordestino a implantar o programa. O Paraíba que Acolhe beneficia, atualmente, 55 crianças e adolescentes, num total de 32 famílias. Os pagamentos, iniciados em dezembro de 2021, tiveram reajuste no último dia 22, passando a R$ 534,00 por beneficiado. De acordo com Jéssica Juliana, coordenadora do programa, a iniciativa tem mudado vidas. “Tem sido um suporte importantíssimo na condução dos cuidados com essas crianças e adolescentes”, afirmou.